terça-feira, 27 de novembro de 2012

Dai-me paciência.
Dai-me paciência.
Dai-me paciência
(...)
Repetia-me um número incontável de vezes.
As vezes funcionava.
As palavras criam formas e formulam minhas ausências.
É na escrita que encontro a representação máxima daquilo que me é mais peculiar.
A.K.
Nem sempre fui assim.
Ainda assim não me lembro exatamente quando foi que embruteci.
A.K.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

As palavras criam formas e formulam minhas ausências. Na escrita encontro a expressão máxima daquilo que me é peculiar.
A.K.
É um bom exercício psicológico.
Acordo e digo:
- Não embarca nessa furada.
E é assim que tenho feito todos os dias.
Tem dado bons resultados: tudo tem estado sob controle.
A.K.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Nem sempre fui assim.
Ainda assim não me lembro exatamente quando foi que meu coração embruteceu.
A.K.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

As palavras,
sempre tão expressivas.
Há dias porém, como nós, resolvem silenciar.
Não tomam forma, nem sentido.
Simplesmente soltas ao vento.
A.K.
Silenciosamente deixei partir, quando na verdade a vontade era reter.
Era segurar com as próprias mãos.
Não permitir que me escapasse por entre os dedos.
E dizer em alto e bom tom:
- Não vá. Fique aqui.
Confesso, realmente desejei inúmeras vezes que ficasse.
Mas ao mesmo tempo sempre tive a clara certeza de que o que é feito de nó prende.
E assim, pude experienciar - algumas vezes como coadjuvante, outras como protagonista - a partida de algumas pessoas.
Que sim, eram importantes de alguma forma.
Mas exatamente por serem livres, partiram.

A.K.